Cellos-MG lança nova plataforma com a presença de Bella Gonçalves e Erika Hilton
“Brasil pelas nossas cores” irá articular as discussões realizadas nos estados brasileiros para pautar a política pública LGBTQIA+
O Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG) realiza, no dia 29 de maio, o lançamento da plataforma “Brasil pelas nossas cores”. O “Brasil pelas nossas cores” é uma plataforma aberta a todos os estados do Brasil e tem como objetivo que eles discutam e enviem propostas para a criação de programas e ações com o intuito de garantir direitos para a população LGBTQIA+. O evento acontece às 10h, na sede da instituição, na rua dos Tupinambás, 330, 1º andar, Centro. Estarão presentes a deputada estadual Bella Gonçalves e a deputada federal Erika Hilton.
A iniciativa contará com um site e aplicativo e direciona a discussão em dez eixos, sendo: regionalidade, unidades nas lutas, ação legislativa, capilaridade, fortalecimento das ações, compromisso com os movimentos sociais, fortalecimento e incentivo para as ações de visibilidade e direitos, consolidação das estratégias da conferência, compromisso com a participação popular em todas as esferas de poder, compromisso efetivo e prático com a diminuição da vulnerabilidade LGBTQIA+ e compromisso com a produção de dados oficiais relativos à população LGBTQIA+. Ao final, cada estado irá entregar um manifesto contendo seu posicionamento.
Segundo o presidente do Cellos-MG, Maicon Chaves, o sistema é uma forma de reunir dados e promover direitos. “A plataforma ‘Brasil pelas nossas cores’ surge de uma demanda real do movimento LGBTQIA + diante da falta de acesso ou da inexistência de política pública para a nossa população. A ausência de dados que apontem um sintoma grave da negligência e invisibilidade sobre a garantia de direitos da nossa população. O que nós temos hoje são os dados de violência, que seguiremos denunciando e lutando para manter as nossas vidas, mas isso não basta. Nós queremos que os territórios digam quais são as demandas e necessidades, e a plataforma vai aglutinar essas informações. Não existe democracia plena enquanto não houver garantia da cidadania para as pessoas LGBTQIA+”, aponta Maicon.