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Após agressão na Câmara de Belo Horizonte, presidente do Cellos-MG é premiado com Grande Colar do Mérito Legislativo Municipal 2025

O presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual e Identidade de Gênero de Minas Gerais (Cellos-MG) receberá, nesta terça-feira (9), às 19h, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o Grande Colar do Mérito Legislativo Municipal 2025. A premiação é concedida a personalidades e entidades que se destacaram em 2025 e contribuíram para o bem da cidade e da população, indicadas pelos parlamentares. A sugestão foi realizada pelo vereador Pedro Patrus, do PT.

A homenagem é entregue a pessoas físicas ou jurídicas, de nacionalidade brasileira ou estrangeira, que, pela prestação de serviços notáveis ou por excepcional mérito, tenham se tornado merecedoras de reconhecimento. Cada um dos 41 vereadores tem direito de indicar um homenageado. Outros nove são definidos pelo conselho da honraria. A cerimônia acontecerá no Plenário Amintas de Barros e será transmitida ao vivo no portal e no canal da Casa no YouTube.

Segundo Chaves, a solenidade é emblemática após o caso de LGBTfobia institucional ocorrido em fevereiro deste ano. “No início do ano, durante a votação de um projeto de lei que propunha a retirada de direitos de pessoas trans, alguns de nós foram retirados de forma violenta da plenária. Retornar à Casa como convidado e homenageado pelo trabalho que desenvolvemos ao longo do ano pelos direitos e cidadania da população LGBTQIA+ é, sem sombra de dúvida, uma mensagem potente para aqueles que insistem em nos vulnerabilizar”, aponta o presidente do Cellos.

Na ocasião mencionada, militantes do movimento LGBTQIA+ foram retirados de forma violenta do Plenário Amintas de Barros, o mesmo espaço da homenagem, enquanto protestavam contra um projeto de lei que permitiria que pessoas trans fossem proibidas de participar de eventos esportivos com base na sua identidade de gênero. A retirada foi ordenada pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador Juliano Lopes (Podemos). Além da violência, os seguranças também utilizaram termos LGBTfóbicos.

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